#Aniversário...Morte de Einstein


50 anos depois...


Assinalam-se hoje os cinquenta anos sobre a morte do célebre físico e matemático, Albert Einstein (1879-1955). Por coincidência, também o ano em que se comemora o centenário da publicação das suas revolucionárias teorias, responsáveis pela transformação da física da época e início da física moderna. Motivada pela celebração desta data histórica, a Organização das Nações Unidas decidiu declarar 2005 como o ano internacional da física. Quando pensamos em Einstein, tal como acontece com Mozart, entre outros, "génio" é a única palavra que se enquadra melhor na sua definição. Mas o que é isso de ser génio?... Existirão pessoas com capacidades superiores ao comum dos mortais? É isso uma característica genética? OS responsáveis pela autópsia de Einstein pensavam que sim, quando guardaram o seu cérebro sem autorização do próprio e da família. Não estou bem certo, mas recordo-me de uma frase de sua em que dizia nunca ter deixado de fazer as perguntas de criança. Era essencialmente uma pessoa apaixonada pelo porquê das coisas. Neste caso o porquê de muitos dos fenómenos físicos. Infelizmente algumas grandes descobertas podem ter duas faces e acabar por ser utilizadas da pior forma. É óbvio estar a referir-me à invenção da bomba atómica, que ameaçou e ainda ameaça o futuro da civilização humana. O nosso cérebro, esse orgão tão fascinante e complexo, parece ter capacidade para quase tudo. Todos nós temos um, mesmo que por vezes não o pareça, igual ou muito semelhante ao de Einstein. Foi o pai de Charlie Chaplin que lhe disse, quando este lhe pediu um brinquedo, que o maior brinquedo de todos já ele tinha.

Ver: Grande Reportagem de 16 de Abril, vendida com o DN e com o JN. É interessante o texto de Joaquim Fernandes sobre a passagem de Einstein em Portugal.
Site: www.wyp2005.org

P.S. Estes últimos posts têm sido um pouco mórbidos...

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#Actualidade...João Paulo II


A Morte do Papa João Paulo II


Depois da última vidente de Fátima, é a vez de João Paulo II deixar o mundo terreno. O debilitado e sofrido estado de saúde de uma das personalidades mais carismáticas do século XX, já vinha anunciando há muito o acontecimento de 2 de Abril de 2005. Todo o mundo ficou centrado nos momentos pré e pós morte do Papa, que deixou para trás uma vida de entrega à defesa dos princípios cristãos, e tentativa de união e paz entre povos. Todos lamentam a morte daquele que ficará conhecido como o revolucionário da Igreja. É neste momento de tão grande mediatização em volta da morte do Papa Karol Wojtyla, nascido na Polónia a 18 de Maio de 1920, que a nossa atenção é chamada para o porquê das grandes religiões mundiais. Afinal que sentido faz tudo isto? Qual a função da Igreja Católica e das outras religiões do mundo? Estou a transmitir aqui a minha reflexão e opinião pessoal sobre este assunto, não pertendendo ofender a ninguém, mas apenas divulgar mais uma ideia entre tantas outras. Podemos fazer um exercício de pergunta/resposta a nós mesmos, tentando atingir o cerne das grandes questões da humanidade. Imaginemos uma entrevista fictícia entre duas personagens vindas de nenhures:

P - Ao longo de todos estes séculos, desde a sua expansão, contribuiu a Igreja Católica para a libertação e felicidade da humanidade?

R - Infelizmente não.

P - Porque diz isso?

R - A mensagem transmitida por Jesus, que foi responsável pela expansão da Igreja, não a modo individual, mas com a sua existência, não tem muito a ver com os resultados dessa mesma Igreja.

P - E que resultados são esses?

R - A Igreja acabou, ao longo deste tempo, por contribuir para um atrofiamento da mentalidade da sociedade Ocidental, sobre a qual estava centralizada. Um exemplo muito concreto disso são os tabus relacionados com o sexo, que ainda hoje prejudicam seriamente a nossa sociedade moderna. A Igreja acabou por funcionar como subjugadora e não como libertadora.

P - Porque aconteceu assim?

R - Aconteceu e ainda continua a acontecer assim com um pouco de tudo, porque, acima de tudo, somos seres humanos com grandes medos no nosso interior. A Igreja, ao longo dos séculos, fomentou o temor a Deus e ao Diabo, a cultura do pecado e do tabu. A meu ver isso não contrubuiu para uma libertação do indivíduo, mas sim para o seu atrofiamento e incapacidade de pensar de forma independente. Isso é algo que podemos verificar na própria história Ocidental. As grandes revoluções, como a francesa, caracterizaram-se sempre por uma luta contra o poderio, do qual a Igreja fazia parte.

P - É assim com todas as grandes religiões?

R - Acaba por ser. A religião Islâmica também funciona como forma de privação e subjugação do indivíduo. As grandes religiões acabam por funcionar como mais uma forma de poder sobre as massas populacionais.

P - Mas como é isso possível? No fundo, porque existem religiões?

R - Acima de tudo, porque o ser humano precisa de acreditar e agarrar-se a algo, seja o que for. Muitos apoiam-se na religião, outros em sonhos, outros em tipos de crenças diferentes e a maioria no material/dinheiro. O facto é que ninguém consegue ficar desgarrado. É um sentimento completamente normal, mas perigoso, pois tem como base o medo. Em toda a história humana houve sempre a criação do bem e mal, do dualismo, esse nosso modo de ver o mundo é um dos factores impulsionadores da génese religiosa. O culto de personalidades é outro fenómeno típico na religião. O ideal seria ouvir e raciocinar sobre as ideias de personalidades como Jesus e Buda e não admirá-los como estrelas de rock. Admirá-los pela coragem que tiveram em revolucionar o mundo.

P - Quer dizer então que a religião é totalmente dispensável?

R - No mundo nada é absoluto. Muitas pessoas encontraram a libertação e um apoio na religião, outras encontram o mesmo com outras coisas. Religiões como fenómeno imperialista são completamente desnecessárias. É comum condenarmos as pequenas seitas, mas que são as grandes religiões senão macro-seitas?... O importante é cada um pensar por si próprio e procurar a "religião" no seu interior. Acredito que a encontrará.

Coincidências numéricas interessantes

Por vezes ocorrem coincidências que nos fazem pensar um pouco mais nos bastidores do mundo conhecido, ou seja, no desconhecido. A vida de Wojtyla ficou marcada por algumas dessas coincidências. Passemos então aos números:

13 de Maio de 1981, 17h19m - Papa sofre atentado na Praça de S.Pedro. Sobreviveu de forma milagrosa, atribuindo posteriormente a sua salvação à Nossa Senhora de Fátima, pois coincidiu com a data da primeira aparição de Fátima na Cova de Iria, em 1917. Fátima, a partir desse momento, passou a ocupar um lugar especial no coração de João Paulo II.

Hora do atentado = 17h19m
Invertendo horas com minutos = 19h17m
Data das aparições de Fátima = 1917
Nome do criminoso = Mehmet Ali Agca = 13 letras

Data da morte = 2/4/2005 = 2+4+2+0+0+5 = 13
Hora da morte = 21h37m = 2+1+3+7 = 13
Idade da morte = 85 anos = 8+5 = 13

Há então uma série de coincidências numéricas em dois momentos importantes, o atentado e a morte do Papa, relacionadas com o número 13 e com Fátima. Dando agora um salto ao momento do falecimento da Irmã Lúcia, por coincidência no mesmo ano que João Paulo II, também existem curiosidades numéricas.

Dia da morte = 13 de Fevereiro (um dia 13)
Data da morte = 13/2/2005 = 1+3+2+2+0+0+5 = 13

Pura obra do acaso? Parece pouco provável. De certa forma o número 13 esteve ligado ás vidas de Lúcia e Wojtyla, número esse ligado a Fátima. Se quiser comentar, discordar ou concordar com o exposto neste post, não deixe de fazê-lo no espaço de comentários abaixo.

Consultado: Público de Domingo, 3 de Abril de 2005.

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#Notícia...Vida Extraterrestre


Igreja versus Extraterrestres


No mesmo dia em que João Paulo II acabou por falecer, a Lusa publicou uma interessante notícia baseada na tese de doutoramento do, já aqui falado, professor Joaquim Fernandes, um dos principais nomes da ovnilogia portuguesa. Aqui vos deixo então a notícia da Lusa na íntegra:

Igreja foi grande precursora na defesa de vida fora da Terra - investigador

Porto, 02 Abr (Lusa) - O professor universitário do Porto Joaquim Fernandes defende que a Igreja Católica foi quem mais advogou a existência de vida extraterrestre e de outros planetas habitados.

Esta é uma das conclusões da tese de doutoramento de Joaquim Fernandes, aprovada por unanimidade pela Faculdade de Letras do Porto e a primeira da Europa que aborda a visão histórica do Ocidente sobre a existência de outros mundos habitados.

Segundo o investigador, contactado pela Lusa, já no século XIII os bispos católicos, numa reunião em Paris, aceitavam que a existência de um único planeta habitado, a Terra, punha em causa o poder ilimitado de Deus.

Mais tarde, enquanto queimava estudiosos por defenderem que a Terra girava em torno do Sol, a mesma Igreja Católica continuava a aceitar que muitos outros mundos poderiam existir, habitados mesmo por seres que em nada se pareceriam com os terrestres.

O dogma de um Adão feito à imagem e semelhança de Deus caía assim por terra, face à aceitação, por numerosos teólogos, investigadores católicos e clérigos, de que os extraterrestres não precisavam de se assemelhar aos humanos.

"No século XVII, logo no arranque da Modernidade, a grande tese em debate era a da pluralidade dos mundos, discutindo-se não tanto a existência de extraterrestres mas sim se eles eram da linhagem adâmica [descendentes de Adão] ou se teriam características completamente distintas", refere Joaquim Fernandes.

"Em Portugal, nomes de religiosos como o jesuíta Inácio Monteiro ou o oratoriano Teodoro de Almeida aceitavam a existência de outros mundos habitados", afirmou o professor que, no entanto, chamou a atenção de que, nessa época, "a Igreja ainda mantinha firme o dogma do geocentrismo, o conceito de "mundo" dos velhos gregos: outras existências cósmicas, noutras dimensões, e não planetas circulando no imenso espaço vazio do universo".

Toda esta discussão - disse - se manteve restrita às elites intelectuais da Europa, circulando através de livros escritos em Latim e debatida nas academias e universidades.

O académico acrescentou que foi preciso esperar pelo século XIX e pelas revistas de "conhecimentos úteis", como a Panorama, dirigida por Alexandre Herculano, para que o cidadão comum entrasse no debate, apercebendo-se por exemplo de que aquelas luzinhas no céu pertenciam a objectos concretos e não a símbolos da espiritualidade celeste.

"A identificação da existência de meteoros que rasgavam o céu impoluto e imutável das crenças comuns levou a perceber que a posição da Terra no Cosmos era muito diferente da até então aceite e que ela nada mais era do que um mundo entre milhões, em nada podendo considerar-se uma excepção", sustenta Joaquim Fernandes.

MSP.

Lusa/Fim


Estas novas revelações sobre o pensamento da Igreja em relação a mundos exteriores, ao longo dos séculos, são um pouco paradoxais, pois a imagem transmitida pela mesma em relação a estes assuntos foi totalmente oposta ao que aqui nos é dito. Claro que estas reflexões eclesiásticas sobre outros seres e mundos extraterrestres não terão sido unânimes no seio da instituição da Igreja Católica Romana, a mesma que queimou o visionário Giordano Bruno, por defender ideias semelhantes...

Fonte da notícia: LUSA em 2 de Abril de 2005.

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